A percepção de risco dos profissionais de saúde e o uso de estratégias de combate a doenças infecciosas respiratórias emergentes

Added April 22, 2020

Citation: Koh Y, Hegney DG, Drury V. Comprehensive systematic review of healthcare workers’ perceptions of risk and use of coping strategies towards emerging respiratory infectious diseases. International Journal of Evidence-Based Healthcare 2011; 9: 403-19

De que se trata? A pandemia de COVID-19 está a colocar uma enorme pressão sobre os profissionais de saúde. A percepção de risco pode influenciar o comportamento e as atitudes desses profissionais perante os pacientes.

Nesta revisão sistemática, referente aos profissionais de saúde, os autores buscaram por pesquisas que avaliam: a percepção de risco de exposição a doenças infecciosas e o uso de estratégias de enfrentamento. A busca não foi restringida a tipos de publicações, porém foi limitada a estudos publicados em língua inglesa entre 1997 e 2009. Foram identificados 14 estudos quantitativos que avaliaram: a percepção de risco e o comportamento dos profissionais de saúde que tratam de pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SARS) (9 estudos); uma possívelpandemia de gripe (5 estudos) e 2 estudos qualitativos.

O que foi encontrado:  A percepção de risco dos profissionais de saúde pode influenciar seu comportamento diante de pacientes portadores de doenças infecciosas respiratórias.

A maioria dos profissionais de saúde aceitou os riscos como parte de suas funções e responsabilidades profissionais.

Governos e instituições precisam assegurar que políticas e procedimentos sejam divulgados e medidas institucionais adequadas (como equipamentos de proteção individual, treinamento e assistência pessoal) sejam implementadas para proteger os profissionais de saúde durante e após uma pandemia.

Estratégias organizacionais foram imprescindíveis na redução da percepção dos riscos pelos profissionais de saúde e aprimorar o senso de prevenção.

As instituições precisam garantir medidas apropriadas de controle de infecções para garantir a proteção dos profissionais e seus familiares.

As instituições deveriam fornecer incentivos aos profissionais de saúde como compensações financeiras e férias especiais, em locais apropriados, após sua exposição a pacientes infectados.

O que não funciona: Nada registrado.

Incertezas:  Mais pesquisas são necessárias para determinar quais fatores podem influenciar os profissionais de saúde a se manter nas frentes de serviço, garantindo atendimento aos pacientes infectados, ou se demitirem.

 

Aviso Legal: Este resumo foi escrito por funcionários e voluntários da Evidence Aid. O objetivo é tornar o conteúdo do documento original acessível aos responsáveis pela tomada de decisões envolvidos na pesquisa de evidências disponíveis sobre o coronavírus (COVID-19) que, inicialmente, podem não ter tempo para ler o relatório original na íntegra. Este resumo não pretende substituir o aconselhamento médico e de outros profissionais de saúde, associações profissionais, desenvolvedores de diretrizes ou governos nacionais e agências internacionais. Se os leitores deste resumo acharem que as evidências apresentadas são relevantes para a tomada de decisões, devem consultar o conteúdo e os detalhes do artigo original, bem como os conselhos e diretrizes oferecidos por outras fontes de informação, antes de tomar decisões. A Evidence Aid não pode ser responsabilizada por quaisquer decisões relativas ao coronavírus (COVID-19) tomadas com base apenas neste resumo.

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